20 novembro 2015

Balança da vida




Queria dizer que não me importo, mas na verdade isso me consome por dentro. Eu não ligo que não entendam... Que julguem ser bobeira, mas só uma mulher sabe o que é ver aquele ponteiro bobo da balança da farmácia perto de sua casa apontar um ganho considerável. Talvez seja falta de exercícios ou de uma alimentação boa, talvez não... Eu me incluo nesse “talvez não” e quando me vi na frente da maldita balança fiz mil perguntas para mim como se fosse uma criminosa sendo interrogada – por que deixei que isso acontecesse, como? - Depois de algum tempo ainda pensando nessa pergunta e em outras resolvi encarar a verdade de cara, por mais que doesse... Melhor que isso aconteça logo. As pessoas ao meu redor que gostarem de mim de verdade não vão me deixar por causa de cinco ou dez quilos. Quem realmente se importa não vai nem “reparar” esse ganho. Não vou me esconder por conta de padrões. Vou ignorar os olhares maldosos, as opiniões alheias e claro o principal: o espelho. Porque farei isso? Digamos que o reflexo da vida tem um peso muito maior do que o meu. A balança dela também não é boazinha, nem minha aliada... Em algumas horas sim, outras não. Só que eu coloquei numa outra balança o que era mais importante para minha vida em geral... O peso dos quilos a mais ou o peso da vida (meus sonhos, planos, desejos, realizações)... Por isso decidi que prefiro me concentrar no presente e no futuro, o quanto eu vou pesar nela... Se ficar pesada demais para ser alguém ou leve demais para ficar em cima dos problemas... Quero manter o equilíbrio em ambas balanças. Mas no fundo, todos sabem, eu sei... O que me leva para frente não é a balança da farmácia da esquina. 


12 outubro 2015

Crescendo como criança


Quem dera eu permanecer o resto da vida com os lacinhos cor de rosa em volta do rabo de cavalo (não que eu não tenha usado isso por mais algum tempo), queria ter continuado a ganhar presentes (mesmo que simbólicos), soltar bolas de sabão aos finais de semanas e continuar em baixo da asa dos meus pais. Eu amava sentir-me sempre totalmente protegida, saber que sempre haveria alguém para passar mertiolate nos meus joelhos... Para mim isso era ser criança. Mais tem uma hora que a vida bate na nossa porta e manda a gente crescer na marra. Querendo ou não temos que nos adaptar e aprender aos poucos a virar adultos, mesmo que seja complicado. Durante a transição muita coisa muda em nós, nossas metas, sonhos, desejos... Vemos a vida diferente. 

(foto: pixabay.com)

Mas tenho certeza que todos lembramos em alguma hora de algum momento da nossa infância ou de alguma coisa que nos faz lembrar alguma certa idade. Enfim, nós crescemos mais nunca podemos deixar que o nosso lado criança suma! Sem ele somos incompletos. Temos que fazer como o pequeno príncipe disse, nunca se esquecer da criança existente em nós, pois ela ajuda a realizar nossos sonhos interiores ou não. A infância nunca irá voltar, mas os momentos vividos nela jamais serão apagados por nós, isso é importante. Independente de ser uma lembrança boa ou ruim ela ajudar a formar o adulto que somos hoje ou que ainda estamos nos tornando Quero sempre ter a essência de uma criança, pura e inocente, mas também ser adulta para tomar as decisões corretas e maduras. Quero ser a mistura dos dois, manter o equilíbrio é sempre bom! 

Pessoal eu gostaria de aproveitar essa crônica para dizer que estou com dificuldades com a minha saúde, assim como no texto luto para ser adulta e ter a essência de criança... Luto a dois meses com uma doença psíquica e ela tem me feito cobrar muito do blog, o que me faz passar mais mal. Dessa forma vou me afastar, infelizmente. Espero que todos entendam. Orem por mim. Beijo 


05 outubro 2015

Provando liberdade


(foto: pixabay.com)

Era uma quarta-feira quando aproveitei a companhia da minha mãe para fazermos compras no centro da minha cidade, estava cansada de tanto andar e começou a chuviscar, faltava só uma loja. Foi quando entrei apressadamente procurando uma calça que ela havia me falado antes. Achei meu numero, entrei no provador, e vesti o que tinha levado. Após alguns minutos ouvi uma voz de fundo que vinha de outro provador, alguém conversando... Acontece que não era apenas "alguém" era uma pessoa na qual eu já gostei muito e me decepcionou de forma muito grande... Mudou seu jeito do nada e não deu satisfação de sua mudança comigo, e eu a considerava. Na hora "gelei", não queria ver a cara dela, não era despeito mas pelo fato de saber que não saberia como agir, porque essa sou eu, não sei ser má. Chego a ser besta, acabo sempre ouvindo a emoção e logo após fico com raiva de mim por isso. Depois de alguns minutos refletindo dentro do provador percebi que não valia a pena guardar tal chateação, aquilo só me feria, e toda vez que lembrava da situação, das coisas que contava e da confiança que depositei... Me sentia uma boba! Tinha a consciência limpa de que fiz tudo e fui eu mesma em todo tempo, e se errei estava disposta a fazer diferente, mas esse não foi o caso. Por isso naquele instante percebi que se alguém saiu perdendo foi ela! Não podia me castigar assim, e me culpar por algo que já devia ter esquecido... Aquilo que remoemos acaba somente ferindo ainda mais algo que já está machucado! Naquele dia eu me libertei de todo sentimento de culpa que de certa forma sentia, provei a calça, mas além dela um coração liberto. Sai do provador confiante, cumprimentei a "alguém" e comprei a calça que por sinal ficou linda! 


01 outubro 2015

Etiquetando-se


Eu gosto de cozinhar, experimentar algo novo e fazer minha família rir com algumas receitas malucas que dão certo... Minha mãe me passa seus segredos culinários e suas receitas de família... Mas, somos muito práticas. Ás vezes não sobra tempo para dedicar-me tanto a cozinha, por isso é bom ter alguns truques que ajudem... Um deles é deixar congelados os temperos verdes: salsa e coentro. Desde criança lembro-me cortando-os e colocando em vasilhas transparentes... 

Mas sempre tive um pouco de dificuldade para saber qual das vasilhas eram salsa e coentro. Ambos têm sabores totalmente diferentes, por isso não é legal trocar a função de cada (risos para mim que sou desastrada até com isso). Acabava sempre pedindo ajuda a minha mãe porque congelados e picados os dois parecem a mesma coisa... Toda vez que íamos usar surgia uma pequena dúvida. Foi quando um dia eu estava mexendo com algumas folhas de papel e fita e perto de mim minha irmã cortava os benditos temperos e eu rapidamente decidi "etiquetar" cada um em suas vasilhas. Resolvi esse “pequeno” problema.



 Foi ai que veio em minha mente “queria saber resolver meu problemas, pensamentos, sentimentos e decisões com folhas, etiquetas e fitas. Seria ótimo saber fazer isso”. Mas ainda há tempo! Na vida podemos etiquetar tudo aquilo que há dentro de nós, sejam coisas boas ou ruins, com sabor igual ou diferente. Podemos seguir a linha de pensamento dos temperos verdes: se está “etiquetado” vamos achar mais rápido, preparar a comida mais rápido e assim comer mais rápido. Deu para entender o que uma pequena atitude pode acarretar? 

Às vezes são pequenas decisões que mudam coisas que estamos a anos tentando resolver em nossa vida, achamos que organizar esse tipo de “coisa” não atrapalha em nada, mas de atraso em atraso para preparar algo para sua vida as coisas vão perder o sabor. Devemos organizar nossas idéias e sonhos de forma que eles  não se confundam e prejudiquem o sabor da vida. Precisamos tomar consciência de cada vasilha que há dentro de nós, mesmo aquela que fica lá no fundo do congelador... Todas elas! Devemos praticar isso todos os dias, até nosso cérebro saber ler cada sentimento dentro de nós e assim podermos viver melhor e mais feliz. Vai uma etiqueta ai? 


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